Ao longo dos últimos anos a Companhia de Saneamento responsável pela distribuição de água em São Gotardo, a Copasa, é alvo permanente de protestos e reclamações . A interrupção no fornecimento de água nos meses de agosto e setembro costuma durar um ou dois dias da semana, e atinge principalmente a parte alta da cidade. Como se verifica agora, as dezenas de reclamações manifestas pelas ruas da cidade e nas redes sociais revelam a dificuldade da empresa em levar água encanada a toda população. São recorrentes também as críticas em relação à qualidade da água. Neste ano de 2019 a empresa teve de tomar providências diante das reclamações neste sentido.
As interrupções no fornecimento de água é justificada em parte, pela diminuição no volume de água captada nas fontes. A fonte de captação, no entanto, permanece a mesma nas últimas décadas. Ao contrário de outros municípios, São Gotardo dispõe de abundância de água na lagoa do balneário e que poderia ser utilizada, pelo menos em períodos mais críticos. São contraditórias as duas situações: moradores sem água enquanto São Gotardo tem um reservatório de enorme capacidade.
Tudo leva a crer que, de fato, a atual estrutura de captação e tratamento já está saturada há muito tempo, e já não atende às demandas da cidade. Nas duas décadas anteriores vários bairros foram implantados, exigindo com isso a necessidade de novos investimentos no setor. Convém alertar ainda que novos loteamentos estão em vias de ser aprovado, o que pode levar a um agravamento ainda maior do problema se nada for feito.
As tubulações que captam a água para a Estação de Tratamento partem diretamente da represa do balneário, um reservatório com plena capacidade para oferecer água em tempos de escassez, como nos períodos mais críticos da seca. Apesar disso, tem sido recorrente a interrupção no fornecimento, como agora, nos meses de agosto e setembro. Contudo, a solução definitiva e mais adequada passa pela captação de novos mananciais, o que demandaria interesse e novos investimentos por parte da Copasa.
Já obsoleta, a estrutura da Estação de Tratamento de água, localizada acima da Lagoa do Balneário, é a mesma de 20 anos atrás. Saturada e incapaz de atender à crescente demanda da população, há muito já deveria ter sido reformada e ampliada.
Lara Cristina da Silva - Doméstica
Maria Luiza - Aposentada