Logo topo

    Segunda, 27 Maio 2024 22:23

    Boas notícias, afinal!

    Algumas notícias são, realmente, capazes de trazer algum alento para nossa sofrida sociedade brasileira.

    Depois de alguns anos recebendo notícias não muito boas, como o aumento da pobreza, da fome, ver pessoas buscando nos lixões sua condição de sobrevivência, açougues oferecendo em promoção ossos, excesso de violência decorrente do elevado número de armas de fogo em poder das pessoas, algumas notícias trazem esperanças boas.

    Foi publicado no final de abril, no jornal O Estado de Minas, números divulgados pelo Instituto Jones dos Santos, órgão de pesquisa vinculado ao governo do Espírito Santo, mostrando que, em 2023, 1,4 milhão de pessoas em Minas Gerais ficaram fora da chamada linha da pobreza.

    Além desse número promissor, mais de 205 mil pessoas em nosso Estado deixaram de ser consideradas extremamente pobres.

    Para explicar melhor, a linha de pobreza é definida quando uma pessoa recebe a importância de US$6,85 dólares per capita/dia. A extrema pobreza se define quando um indivíduo recebe, por dia, US$2,15. Convertendo esses valores em dólares, a pobreza é definida por uma renda per capita, diária, de cerca de R$35,00 e extrema pobreza por uma renda diária de cerca de R$11,00.

    Em termos percentuais, os dados mostrados pelo Instituto, baseados em dados retirados da pesquisa PNAD Contínua, do IBGE, mostra uma redução de 6,9% na taxa de pobreza e uma redução de 1,0% na taxa de extrema pobreza.

    Quais foram os fatores que levaram a essa redução da pobreza?

    O principal fator, porem não o único, foi uma valorização das políticas públicas, levadas a cabo pelo governo federal, de transferências de renda. Os recursos pagos pelo Bolsa-Família apresentaram um aumento de 81%, o que implica dizer que as pessoas beneficiadas por esta política obtiveram um ganho em seu poder de compra.

    Além disso, ocorreu também em 2023 uma redução na taxa de desemprego e um aumento no rendimento médio do trabalhador. Ao mesmo tempo, a política de valorização do salário mínimo que passar a ser corrigido por taxas acima da inflação, o que não vinha ocorrendo nos últimos seis anos.

    Também, já que falamos de inflação, os índices começaram a apresentar queda, com os preços dos principais de consumo, que mais oneram as famílias, como o gás de cozinha e combustíveis, apresentaram um comportamento de queda.

    Todas essas ações geram, como consequência, um aumento nas expectativas favoráveis na atividade econômica. O indivíduo perde o medo do desemprego passando a consumir mais e, ao mesmo tempo, o empresário, verificando dados mais otimistas, aumenta seus investimentos em função de um aumento na sua expectativa de ganho.

    Todas essas questões reforçam uma ideia que defendo aqui neste espaço a um bom tempo, que é a importância e a necessidade das ações do Estado para induzir o crescimento econômico.

    Por mais eficiente e racional que a iniciativa privada possa ser, e isso, em alguns momentos, é questionável, ela reage a impulsos de curto e curtíssimo prazo, ou seja, lucro imediato e não opera tendo em vistas preocupações sociais cabendo ao Estado essa preocupação e as ações necessárias para se obter um bem-estar social.

    Essa é a grande questão que está em jogo, não só aqui no Brasil, mas em todo mundo. E a cada dia que passa as ações do Estado como indutor do crescimento econômico se torna mais necessária.

     

    Encontre-nos

    Edição atual

    jd181 pag01

    © 2024 Jornal DAQUI - Todos os direitos reservados.